Exame ocupacional não é só a consulta com o médico do trabalho. Para várias funções, a NR-7 exige exames complementares, que medem o efeito do risco no corpo antes de ele virar doença: a audiometria de quem trabalha com ruído, a espirometria de quem respira poeira, as dosagens de quem lida com agentes químicos. Quais exames entram, e com que frequência, está escrito no PCMSO da empresa, a partir do inventário de riscos do PGR.
É aqui que a maioria das empresas erra para os dois lados: pede o mesmo pacote para todo mundo, pagando exame que a função não exige, ou deixa de pedir o que a norma manda e descobre na fiscalização ou na perícia. O serviço da CEOMEDS é fazer o exame certo, para a função certa, no prazo certo.
Quais exames complementares existem e para que servem
A lista de cada função sai do PCMSO (NR-7, itens 7.5.7 e 7.5.16): os exames previstos nos anexos da norma e nas outras NR, mais os que o médico do trabalho justificar pelo risco do PGR. Os mais comuns na região:
Quem precisa e com que frequência
Toda função com risco identificado no PGR tende a exigir algum complementar. A frequência vem da NR-7: os exames dos quadros do Anexo I, para agentes químicos, são semestrais e podem ser antecipados ou adiados em até 45 dias (itens 7.5.12 e 7.5.13); em atividade sazonal, podem ser anuais (7.5.14); a audiometria é feita no admissional, a cada ano e no demissional; a espirometria, a cada dois anos. O que não está nos anexos segue a periodicidade que o médico do trabalho definir no PCMSO.
Dois detalhes que poupam dinheiro: complementares feitos nos 90 dias anteriores podem ser aproveitados no admissional (7.5.17), e os indicadores biológicos do Quadro 1 não são exigidos no admissional, no retorno, na mudança de risco e no demissional, só no periódico (7.5.15). Exame sem indicação no PCMSO é custo sem proteção. Funções que mais pedem complementares na região:
O que acontece quando o complementar não é feito
O complementar é o exame que enxerga o que a consulta não vê. Sem ele, o risco segue invisível até deixar de ser:
Sinais de que os exames complementares da sua empresa precisam de atenção
Como a CEOMEDS organiza os exames complementares
Conferimos o PGR, o PCMSO e o que cada função vem fazendo de exame. Daí saem a tabela de complementares por função, o calendário e a proposta, em duas opções.
Cada função recebe a lista de exames e a frequência, com base nos anexos da NR-7 e no risco do PGR; nada entra sem justificativa no PCMSO, nada que a norma exige fica de fora.
A clínica, no Centro de Penha, agenda os exames pelo WhatsApp e orienta o preparo; a audiometria é feita na própria clínica e os demais são organizados por ela conforme o exame.
O médico do trabalho interpreta os resultados pelos critérios dos anexos, emite o ASO com os exames listados e o resultado vai ao eSocial pelo S-2220 até o dia 15 do mês seguinte.
Resultado alterado volta para o PGR e para o posto de trabalho: o médico avalia quem mais está na mesma situação, a empresa revisa a exposição e a sequência de exames registra a evolução.
O que a empresa recebe
Como os complementares se encaixam com os outros documentos
O complementar não é um exame avulso: ele nasce do PGR, é definido no PCMSO, aparece no ASO e chega ao eSocial.